Como renegociar minha dívida?

Por

02 / 12 / 2014

Se você é um dos 55 milhões de brasileiros com o nome sujotooltip.png, não deixe a dívida rolar. Você precisa agora se organizar financeiramente para renegociar a dívida e ao mesmo tempo deixar as outras contas em dia. Conheça cinco maneiras para chegar a esse objetivo. 

1) Diga quanto você pode pagar

Não adianta renegociar a dívida se você não conseguir arcar com as parcelas. Entre em contato com a empresa e diga quanto você pode pagar. Caso a empresa negue a sua oferta, tente chegar a um consenso que não o prejudique financeiramente. “O consumidor não deve comprometer mais de 15% de sua renda para o pagamento da dívida”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, órgão de defesa do consumidor. Um comprometimento muito alto pode prejudicar as despesas com alimentação, serviços públicos, mensalidades escolares e compras no supermercado.

2) Não deixe de pagar o valor acordado

Em geral, os bancos e instituições financeiras não aceitam uma segunda renegociação, portanto é fundamental definir uma parcela que realmente caiba no seu bolso.

3) Não conseguiu renegociar a dívida?

Os bancos não são obrigados por lei a conceder a renegociação da dívida, mas mesmo assim você deve utilizar essa manobra. “Se não conseguir, procure um órgão de defesa do consumidor”, afirma Dolci.

4) Cuidado com os juros

Quando for renegociar a dívida é muito importante observar os juros que serão cobrados. Os bancos utilizam como base para a definição dos juros a SELIC, taxa definida a cada 45 dias pelo COPOM (Comitê de Políticas Monetárias). Se a SELIC estiver mais alta no momento da renegociação, os juros cobrados sobre as parcelas também serão mais altos. Um bom momento para renegociar é quando há queda da taxa. “Atualmente, o melhor é fazer a renegociação o quanto antes porque a tendência é que a taxa Selic aumente mais nos próximos meses, deixando os juros mais altos”, afirma Luiz Rabi, economista do Serasa Experian.

5) Preciso mesmo renegociar?

Os motivos do endividamento geralmente são cartão de crédito (74,7%), financiamento de carro e imobiliário (22,3%) e empréstimo pessoal (9,1%). Nem sempre a renegociação é a melhor opção. “No caso de dívidas no cartão de crédito, o melhor geralmente é pedir um empréstimo pessoal para cobri-las, já que os juros são mais baixos que os cobrados no rotativo do cartão”, diz Dolci. No final de setembro desse ano, as taxas de juros para cartões de crédito estavam em 10,78%, enquanto para empréstimo pessoal ficaram em 3,44%.  

Em relação a financiamentos e empréstimos, pode valer a pena fazer uma portabilidade de crédito e encontrar uma melhor taxa de juros.