Seguro de moto popular é difícil de encontrar

O brasileiro não costuma fazer seguro de moto. No primeiro semestre de 2012, havia 1,9 milhão de motos novas e usadas nas ruas, segundo levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), enquanto as apólices ativas somavam apenas 186.284 no mesmo período, apontam dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

O MoneyGuru tentou cotar um seguro para uma moto CG 150 Titan, da Honda, a mais vendida na categoria city* (motos para rodar em locais urbanos), e apenas a Porto Seguro tinha cotações a oferecer. Segundo os corretores, as outras seguradoras não trabalham com motos mais populares devido ao alto índice de roubos.

“Só a Porto faz seguro para essas motos. Então existe essa dificuldade, porque o seguro é muito caro”, afirmou Eduardo Dias Miranda, vendedor interno da Paulinho Motos, loja que vende peças e assessórios para motocicletas. 

PREÇO DO SEGURO DE UMA MOTO POPULAR

Modelo: CG 150 Titan (2013)

Perfil: mulher na faixa dos 30 anos, na cidade de São Paulo, com garagem no trabalho e na residência

Preço: cerca de R$ 2.500, com franquiatooltip.png de R$ 1.097

Perfil: homem na faixa dos 30 anos, na cidade de São Paulo, com garagem no trabalho e na residência

Preço: R$ 3.200, com franquiatooltip.png de R$ 1.168


Se considerarmos que a CG 150 é vendida por R$ 7.320, o seguro para mulher corresponde a 31,1% do valor da moto e para o homem, essa relação é de 43,7%.

É um custo muito alto se compararmos com o seguro para uma Harley Davidson XLN 883 Iron (2013).

PREÇO DO SEGURO DE UMA MOTO DE LUXO

Modelo:  Harley Davidson XLN 883 Iron (2013)

Perfil: homem na faixa dos 30 anos, na cidade de São Paulo, com garagem no trabalho e na residência.

Preço:  R$ 3.317, com franquiatooltip.png de R$ 3.317 (sim, o mesmo valor do seguro).

Ou seja, uma moto que custa R$ 31.990, quatro vezes mais cara que a CG 150, tem o mesmo preço de seguro, que representa  apenas 10,3% do valor do veículo. Apenas a franquiatooltip.png é mais cara.

A conta mostra o quanto as seguradoras consideram arriscado segurar uma moto popular, com menos de 500 cilindradas.

A BB Seguros, seguradora do Banco do Brasil, afirma em seu site fazer seguros para motos populares como a CG 150, mas o MoneyGuru tentou fazer a cotação e não conseguiu.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da companhia e ela continuou confirmando fazer o seguro. Solicitamos uma cotação e também não obtivemos retorno.

Para contornar o alto valor do seguro, muitos motoristas acabam procurando alarme para o veículo, segundo Eduardo Dias Miranda, da Paulinho Motos. “Essas motos são muito procuradas pelos ladrões. Aqui vendo bastante um alarme que tem dois tipos de acionamento. Se o motorista não estiver na moto e tentam roubá-la, toca uma sirene. Se ele estiver na moto e for assaltado, anda com um sensor no bolso e basta acioná-lo quando a moto estiver longe”, contou.

É por isso que em São Paulo, vez ou outra os paulistanos veem motoqueiros empurrando a moto sozinhos. Como eles não conseguem pagar um seguro (ou optam por não pagar), eles não se beneficiam de serviços importantes oferecidos pelas seguradoras, como assistência 24 horas, guincho e reparos elétricos e hidráulicos.

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